O secretário-geral do PS acusou o Governo de faltar ao cumprimento de «mais uma promessa» ao continuar sem apresentar uma proposta concreta de aumento do salário mínimo, que deveria ter entrado esta terça-feira em vigor.

António José Seguro falava aos jornalistas após ter recebido na sede nacional do PS delegações da UGT e da CGTP-IN, reuniões em que esteve em discussão a situação económica e social do país, designadamente a questão da evolução do salário mínimo nacional.

«Já não há mais nada para falar com o Governo sobre o salário mínimo nacional. De uma vez por todas, o Governo tem de levar o assunto do salário mínimo nacional à concertação social», declarou o líder socialista.

António José Seguro referiu que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em março, «véspera de eleições» europeias anunciou que o tema do salário mínimo seria debatido em concertação social, «mas um mês depois das eleições ainda não há notícias sobre a proposta do Governo».

«É urgente aumentar o salário mínimo nacional, há um consenso por parte de sindicatos e associações empresariais nesse sentido, e não percebemos do que o Governo está à espera. A atualização do salário mínimo significa mais rendimento no bolso dos trabalhadores, o que ajuda ao desempenho positivo da procura interna e da economia portuguesa», advogou o secretário-geral do PS.

Confrontado com a possibilidade de a atualização do salário mínimo apenas ocorrer em janeiro do próximo ano, António José Seguro frisou que o PS entende que essa atualização já deveria ter ocorrido «no máximo a partir de 01 julho, hoje, que é o início de um novo semestre».

«O culpado é o Governo. Não percebemos esse atraso do Governo, que foi muito rápido em março, antes das eleições, a dizer que iria propor o aumento do salário mínimo, mas agora, passado um mês, verifica-se que o Governo não cumpriu mais uma das suas promessas», acrescentou.