José António Seguro demitiu-se, este domingo, da liderança do Partido Socialista. O líder rosa, agora demissionário, tinha garantido durante a campanha para as primárias do PS, que iriam eleger o candidato a primeiro-ministro pelos socialistas, que se demitiria das suas funções em caso de derrota.

Ainda antes de existirem dados oficiais finais, os primeiros números já mostravam uma vitória clara de António Costa e, António José Seguro, já assumiu a derrota: «Compareço perante vós para cumprir a minha palavra. Cesso hoje as minhas funções como secretário-geral do Partido Socialista».

Na hora da despedida, disse estar orgulhoso de ter «servido Portugal através do PS» e agradeceu a todos os socialistas que «o elegeram duas vezes como líder» e lhe deram a oportunidade de «servir o país».

Mas para o líder demissionário, esta noite, havia um motivo de grande alegria: «Estas eleições primárias são a melhor comemoração dos 40 anos do 25 de abril de 1974». Defendeu mesmo que o Partido Socialista «fez história» ao realizar as «primeiras primárias» da «nossa democracia».

Em seguida, saudou o «gesto cívico» e a «participação» de todos na eleição, independentemente do sentido de voto. Deixou uma palavra de agradecimento à Comissão eleitoral que muito trabalhou na realização deste escrutínio que «muito trabalhou».

Depois, felicitou «democraticamente o Dr. António Costa e todos os que ganharam estas eleições».

«Em democracia ganha as eleições quem tem mais votos e nós respeitamos os resultados destas eleições primárias. O PS escolheu o seu candidato a primeiro-ministro. Está escolhido e ponto final», afirmou António José Seguro.

Antes de abandonar o palco, António José Seguro lembrou as duas últimas vitórias consecutivas «contra a coligação de direita». Resultados «que não foram fáceis» perante «uma maioria, um Governo e um Presidente de direita». A quem se juntou «um presidente da Comissão do Europeia do mesmo partido e um memorando», lembrou o líder demissionário rosa.

Na parte final do seu discurso, Seguro garantiu ainda que hoje regressava «à condição de militante base do PS». Uma condição que iria manter «após a realização do próximo congresso nacional do PS».

Seguro falou, poucos antes das 20:00, a todos os presentes - jornalistas, militantes e apoiantes - que se encontravam na sede nacional do PS, no Largo do Rato, em Lisboa. Minutos depois, por volta das 21:00 abandonou a sede, sem responder a perguntas e desejando, apenas, «boa noite e noite boa» aos jornalistas.