Foi com suspense que o presidente do Partido Socialista anunciou a presença de um "camarada" especial no 21º congresso do partido. Era António Guterres, que chegou com efeito surpresa. Pelo menos a música mítica, de Vangelis, a recordar a campanha para as eleições de 1995, criou todo o aparato. Há 16 anos que Guterres não participava num congresso socialista. 

"Há um camarada que não pôde estar connosco nestes últimos anos nos nossos congressos e nas nossas tarefas diárias. Por isso, é com grande alegria e com grande emoção vos digo que está entre nós, que está connosco, como sempre esteve, mas fisicamente, hoje, presente, o nosso camarada António Guterres"

Carlos César ainda não tinha acabado de falar e as palmas, de pé, já se faziam ouvir entre os congressistas a aclamar um dos líderes mais marcantes.

António Guterres, que há pouco tempo deixou as funções de alto-comissário da ONU para os refugiados, chegou sorridente e emocionado, demorando-se em vários abraços e acenos pelo caminho, até o palco da Feira Internacional de Lisboa, onde decorre o 21º Congresso do seu partido.

"Não podem imaginar as saudades que tinha de aqui estar"

António Guterres voltou 16 anos depois e ao som de Vangelis (Foto: Tiago Petinga/Lusa)

O ex-primeiro-ministro desejou os "maiores êxitos" a António Costa e ao seu governo, num momento "particular"  da vida política portuguesa. 

Recordou que não pôde estar presente nos últimos congressos pelas funções que desempenhou nas Nações Unidas nos últimos anos. E deixou a expectativa de isso poder continuar a acontecer em breve, pelas melhores razões.

"Corro o risco de, se as coisas correrem bem, o mesmo vir a suceder no futuro"

Confiante, portanto, na corrida a secretário-geral da ONU, para substituir Ban-Ki Moon.

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