«Quando a Alemanha diz que precisa de 500 mil novos imigrantes, nós também podemos dizer que precisamos de 500 mil novos postos de trabalho. A circulação da mão-de-obra tem de ser acompanhada também da criação de postos de trabalho e emprego. Se não, a União Europeia (UE) não se reforça e será cada vez mais frágil», afirmou António Costa.


«De facto, as uniões monetárias não aproximam as economias, acentuam as assimetrias. Os equilíbrios que se estabelecem pode resultar por solidariedade orçamental, de que, infelizmente, a UE não dispõe, ou resultam de outro fator - a circulação do trabalho. Esse é o grande processo de ajustamento que está a acontecer na zona euro, que é uma emigração massiva das economias do sul em direção às poucas economias que estão a beneficiar ativamente com o funcionamento da moeda única», aduziu.


«Ao contrário do que o primeiro-ministro disse, os jovens mais qualificados não devem partir por não terem futuro em Portugal. É precisamente pensar ao contrário. São necessários a Portugal porque são mesmo a condição de futuro para Portugal. Ao contrário do que disse Merkel (chanceler alemã), não temos licenciados a menos, temos é empregos qualificados a menos para os licenciados que ainda temos a menos e ainda temos de aumentar», insistiu.