No PS está, para já, afastada a hipótese de um congresso extraordinário eletivo pedido por António Costa. A comissão de jurisdição afirma que um congresso extraordinário não pode eleger o líder e que o secretário-geral não pode ser demitido por qualquer outro órgão do partido.

António costa mantém a versão de que o problema não é estatutário, mas sim político. A resposta ao pedido dos apoiantes de Costa chega pela Comissão Nacional de Jurisdição do PS: «Não pode haver um congresso extraordinário eletivo e o secretário-geral do partido não pode ser demitido contra a sua vontade».

No fundo, o que a direção de António José seguro não se tem cansado de repetir. Argumentos a que António Costa parece imune.

Esta sexta-feira à noite, num encontro com militantes em coimbrã, Costa voltou a garantir disponibilidade para ir a jogo para mudar a política e o Governo.

Com o parecer da Comissão de Jurisdição, do qual se conhece a decisão mas não a argumentação, parece esvaziada a Comissão Nacional do próximo fim de semana, que queria debater precisamente o tal congresso e as diretas.

Mesmo que Costa reúna consiga nas federações os apoios para convocar um congresso extraordinário, a liderança parece intocável e Seguro inamovível.

Se não houver surpresas, resta a António Costa esperar pelo dia 28 de setembro, dia marcado para as primárias, que vão escolher o candidato do PS a primeiro-ministro.