A Saúde foi um dos temas em destaque no debate quinzenal, esta terça-feira, no Parlamento. Tanto PSD como CDS, BE, PCP e PEV denunciaram os problemas que se têm sentido nos hospitais, numa altura em que há mais casos de gripe. O CDS questionou mesmo se se trata de um  caso de "má gestão". António Costa admitiu as dificuldades, mas salientou que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a dar o seu melhor.

Temos feito o que é possível para que o sistema funcione melhor."

"Perante um susto extraordinário e um pico extraordinário de gripe, há momentos em que o serviço tem dificuldade em responder. Os nossos médicos e enfermeiros estão a dar o seu melhor, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a dar o seu melhor", frisou Costa.

Costa reconheceu que, em alguns hospitais, "pode haver mais macas nos corredores, mas que essa não é a regra". O primeiro-ministro lembrou, de resto, que foi aprovado um “plano de contingência para a gripe", que tem estado a ser executado.   

Mas Heloísa Apolónia, dos Verdes, notou que o caos nas urgência se repete ano após ano e questionou se os planos de contigência são suficientes para lidar com a situação.

Por sua vez, a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, questionou se existe "má gestão", dada a degradação do SNS e perante as garantias de reforço de profissionais, consultas e cirurgias dadas pelo primeiro-ministro.

O que é que se está a passar na saúde? É incompetência, é ma gestão, é dinheiro gasto onde não deve ser gasto? O que é que se passa? Se tudo o que o senhor primeiro-ministro diz é verdade, como é que os resultados podem ser estes, como podem ser cirurgias adiadas, consultas adiadas, listas de espera a aumentar, descontentamento a aumentar?"

Costa sublinhou que o Executivo socialista reforçou em 5% o orçamento da Saúde, contratou mais profissionais, introduziu mais consultas e rematou dizendo que se não houvesse problemas na Saúde "não era preciso ministro, Governo ou Estado". "O milagre ter-se-ia produzido, mas não houve milagre e é para isso que cá estamos", ironizou.

Cristas aproveitou a deixa para responder à ironia:

 Há tudo mais mais mais, mas a Saúde está menos menos menos e não sou eu que o digo, é o que os portugueses sentem, é o que aparece nas noticias".

A líder centrista citou o relatório da Entidade Reguladora da Saúde, apontando que atualmente se regista o valor mais baixo nos parâmetros de qualidade dos hospitais desde 2013 e, os mais baixos na adequação das instalações, desde 2015.

É a Entidade Reguladora da Saúde a dizer isto, preto no branco, não sou eu, é a Entidade Reguladora da Saúde".