O secretário-geral do PS considerou hoje que a greve na TAP é “mais um mau contributo” para a empresa e “um retrocesso para a economia nacional”, e lamentou a falta de um acordo que a evite.

Os pilotos da TAP marcaram uma greve de 10 dias que começa a 01 de maio, por divergências com a tutela, numa altura em que a empresa está num processo de privatização.

Falando aos jornalistas no Palácio da Ajuda, em Lisboa, onde participou numa cerimónia da associação da hotelaria e restauração, António Costa disse ver “com muita preocupação” a greve dos pilotos, porque a greve “tem um impacto extremamente negativo”.

A empresa precisava, acrescentou, era de paz social, crescer de forma sustentável, abrir novas rotas e contribuir para o fomento do turismo. António Costa reafirmou que o processo de privatização da empresa é “uma enorme ameaça para os interesses nacionais” e a privatização foi conduzida pelo Governo com “uma enorme imprudência”, não considerando a possibilidade de capitalização da TAP.

Questionado pelos jornalistas sobre a apresentação formal, hoje, da candidatura do antigo reitor da Universidade de Lisboa Sampaio da Nóvoa a Presidente da República o líder socialista reafirmou o que já dissera, que o PS no momento próprio se pronunciará. Mas “não está prevista nenhuma data” para isso.

O PS nunca apresentou um candidato mas garante que apoiará um candidato que seja reconhecido como um exemplo de boa magistratura, disse o líder dos socialistas, acrescentando que não vai antecipar previsões.

E reafirmou também a importância de baixar a taxa do IVA para a restauração, um setor que é preciso encorajar pelo enorme potencial que tem nomeadamente a nível da criação de emprego.