Com a indigitação de António Costa como primeiro-ministro "estão criadas condições" para que Governo e Assembleia da República legislem no sentido de "devolver" aos portugueses direitos "usurpados", defendeu esta terça-feira o candidato presidencial apoiado pelo PCP. 

Edgar Silva criticou ainda o atual presidente da República pela demora em indigitar o secretário-geral do PS, considerando que Cavaco Silva "adiou de forma injustificada e até indevida" aquela decisão. 

"Espero que estas novas condições correspondam a um tempo novo em que a maioria que viabilizará o novo Governo possa governar e a Assembleia da República possa legislar no sentido em que os portugueses e portuguesas possam recuperar direitos que foram usurpados, possam responder a problemas que estão a ser sentidos pelo povo e pelo país", considerou, em Braga, à margem de uma reunião com as Associações de Estudantes do Ensino Superior na Universidade do Minho.

Questionado sobre se Cavaco Silva demorou demasiado tempo a decidir, Edgar Silva respondeu, segundo a Lusa, que "a vida confirma que o atual presidente da República adiou injustamente e indevidamente" uma tomada de decisão.

"Agora estão criadas todas as condições para que a Assembleia da República possa legislar e o Governo possa governar e estão assim reunidas todas as condições para o normal funcionamento das instituições", rematou.