Hoje, não se tiraram "conclusões que neste momento são prematuras". Costa lembrou que há conversas ainda marcadas com diversas forças políticas, "há trabalho para fazer, para desenvolver pontos passíveis de convergência". E eles têm existido:

"O que tem resultado claro dos diferentes contactos com todos temos estado a trabalhar não no programa de cada um dos partidos (...) mas a trabalhar naquilo que importa, naquilo que possa ser a plataforma de um Governo. (...) Ninguém tendo maioria, todos temos de ter humildades, fazer um esforço de aproximação, tenho encontrado por parte das várias forças clara distinção entre programa partidária e condições mínimas que consideram ser necessárias viabilizar um governo. Não vi nenhuma delas que não correspondesse aos do PS"

Incluindo respeitar os acordos europeus, frisou, o que vai de encontro também à "tradicional posição" dos socialistas, que se mantém. 

Sobre a recetividade de Cavaco Silva a um Governo de esquerda, o líder do PS não quis falar em nome do chefe de Estado:  "Eu não sou médico nem enfermeiro para poder medir pulso ao Presidente da República e não vou obviamente avaliar as posições do senhor Presidente da República, intervenção sobre a qual já tive oportunidade de me pronunciar".

Ora, na semana passada, o secretário-geral do PS considerou "atípica" e nada favorável à estabilidade política a mensagem ao país do Presidente da República e advertiu nessa altura Cavaco Silva que não basta falar "com o líder do seu partido". 

Hoje, embora não tenha classificado a reunião, de início, na escala habitual que tem feito em relação aos encontros com as forças políticas de representação parlamentar, interrogado pelos jornalistas António Costa disse que a sua reunião com Cavaco Silva foi "muito importante, muito interessante e muito produtiva" como, de resto, "não podia deixar de ser com o senhor Presidente da República", acrescentou. 

António Costa foi informado pela sua comitiva, quando estava a chegar a Belém, que a PàF enviou uma proposta para o Largo do Rato esta tarde. "Irei naturalmente lê-la", deu ainda conta, sem no entanto dizer se vai ou não realizar a reunião com a coligação que está prevista para esta terça-feira. A TVI24 confirmou que ainda não há hora marcada.

No primeiro encontro, ambos os lados  criticaram a ausência de propostas da outra parte, com o PS a classificar a reunião como "bastante inconclusiva". Já quanto aos encontros com as forças de esquerda, o secretário-geral do PS mostrou-se bastante mais confiante.