"Tenho as minhas ideias claras, arrumadas, temos um programa feito, as contas certas, portanto, por mim o debate pode ser já", disse o líder do PS aos jornalistas, em Lamego, durante uma visita à Festa da Nossa Senhora dos Remédios.

Questionado sobre se está preocupado com eventuais declarações do antigo primeiro-ministro José Sócrates – agora em prisão domiciliária - antes das eleições, António Costa desviou a resposta, garantiu estar concentrado nas preocupações dos portugueses e em fazer um debate com Passos Coelho que seja "muito esclarecedor para o país".

"Acho que (o debate) vai ser um momento importante, espero que esclarecedor, com elevação, cordialidade e que permita aos portugueses que, neste momento, ainda não sabem em quem votar, terem confiança acrescida para dar ao PS a maioria que permite fazer uma viragem"

Na sua opinião, há necessidade de "apostar tudo na criação de emprego digno, de qualidade, com futuro, que permita não só combater o desemprego, como fixar as novas gerações que são fundamentais ao desenvolvimento do país. Isso é que preocupa as pessoas e tenho a certeza de que é sobre esse tema que o debate se há de centrar".

Apesar da insistência dos jornalistas, o líder socialista não fez qualquer comentário sobre José Sócrates. O que os portugueses mais anseiam "são respostas claras sobre as propostas que as diferentes candidaturas têm a apresentar para o futuro", continuou. 

"Nós temos um programa, com um conjunto de compromissos escritos, com as contas feitas. A coligação de direita esconde o verdadeiro programa, que é prosseguir a austeridade, com novo corte de pensões de 600 milhões de euros sobre os nossos pensionistas, e uma enorme aventura relativamente à privatização das receitas da Segurança Social".

Segundo António Costa, o PS "tem uma equipa renovada, tem um programa com um conjunto de compromissos que estão escritos, cujos impactos e custos estão avaliados, tem as contas certas". "Portanto, sabemos bem que aquilo que nos comprometemos a fazer é aquilo que podemos cumprir e isto é muito importante", sublinhou.

O secretário-geral do PS referiu que, nas próximas eleições, "as pessoas vão poder escolher entre um primeiro-ministro que já provou que não cumpre no Governo o que promete na campanha eleitoral e um candidato que tem provas dadas quer no Governo, quer no município, que fez sempre mais do que aquilo que prometeu".