António Costa utilizou neste domingo de arranque oficial da campanha eleitoral a palavra "eliminar" quando se referiu às portagens na região do Interior e a outros casos como a Via do Infante, no Algarve. Até aqui, já vinha admitindo a necessidade de soluções, mas de forma mais vaga na força da semântica. 

À saída de uma visita ao Centro Hospitalar Pêro da Covilhã, fez uma intervenção perante a imprensa sobre o estado da saúde do país e das condições dos profissionais, deixando várias promessas.

Mas, estando o líder do PS, quem sabe futuro primeiro-ministro numa zona do Interior, foi confrontado com a questão das portagens.

"Já dissemos que é necessário fazer a reavaliação das obrigações contratuais do Estado, eliminar e criar melhor condições de acessibilidade na região do interior e regiões transfonteiriças e de particular afluxo turítico, como a Via do Infante.


Em julho, Costa já tinha defendido  "soluções" para esta autoestrada, a A22 no Algarve. Na TVI, disse que é "habitualmente pouco entusiasta de propostas de eliminição de portagens". Mas, por exemplo, o caso da estrada nacional 125, que é um "cemitério", não pode ser considerada uma alternativa à Via do Infante. 

Quanto às autoestradas do Interior, fez notar nessa altura que o preço por quilómetro nas regiões do Interior é superior em relação a outros casos e admitiu medidas de "discriminação positiva". "Mas sou-lhe sincero: no estado em que o país hoje se encontra e relativamente ao estado em que o país hoje se encontra e em relação àquilo que é prioritário no país, não estão nas minhas 10 prioridades mexer em portagens".

Hoje, depois de um almoço com apoiantes socialista, o presidente da câmara da Covilhã, o socialista Vítor Pereira prometeu, pelo menos, um alívio nas taxas na A23: "Temos de deixar de castigar tão fortemente as nossas empresas e cidadãos. É uma via estrtuturante existe para facilitar a fluidez da nossa economia." Prometeu ainda conclusão do IC6 e beneficiar a linha férrea entre a Covilhã e a Guarda.