"Promessas não faço". Em campanha eleitoral, António Costa não se quis comprometer com um valor em concreto para aumento do salário mínimo nacional. Muito menos com os 700 euros que uma auxiliar educativa lhe pediu para prometer.

 
O líder do PS remete, assim, para a discussão em sede de concertação social, de forma a ser encontrado com os parceiros sociais "o valor possível".

Mal entrou na escola secundária Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, num dia dedicado à educação no distrito de Aveiro, António Costa foi abordado pela mulher, profissional e mãe que diz que a fasquia dos 700 euros é o mínimo para poder criar os seus filhos. 

O candidato a primeiro-ministro não prometeu e passou para o seu discurso habitual, mas mais genérico, de que o seu governo trará, sim, aumento de rendimento das famílias e melhores salários. As "contas certas" do seu programa eleitoral, nesta rubrica, não são claras.  

Se, quando disputou a liderança do PS com António José Seguro, sugeria um aumento para os 525 euros, o seu programa eleitoral  diz apenas que "a meta a atingir para o aumento do salário mínimo deve corresponder à actualização do valor previsto". Em 2015, seriam 522 euros.

Esta manhã, António Costa passou por Águeda.