O secretário-geral do PS, António Costa, teceu esta sexta-feira elogios ao candidato do PS à câmara de Lisboa, Fernando Medina, considerando que a gestão socialista "permitiu fazer renascer a cidade", capital de Portugal.

É difícil em dois anos e meio fazer tanto e deixar uma marca tão profunda como a que o Fernando Medina deixou", disse Costa, que não poupou elogios ao seu sucessor na liderança da câmara municipal.

E prosseguiu "Hoje estou cá só mesmo como apoiante, não como candidato. (…) Mas basta andar pela cidade para saber quem vai ser o próximo presidente da câmara de Lisboa".

As candidatas de PSD e CDS, disse Costa, "disputam" entre si "quem vai ficar em segundo", ao passo que os demais adversários lutam para saber se "vão manter ou recuperar" lugares de vereação", sendo que Medina é "o único" que concorre para a liderança da câmara, sublinhou o secretário-geral do PS.

"Tantos quilómetros para vir a este bife"

António Costa declarou ainda ser "absolutamente necessário o diálogo político", com ou sem maioria absoluta, e reiterou o desígnio de uma "descentralização" que "em breve todo o país possa sentir", com concelhos e freguesias com "capacidade e coragem" de assumir essas responsabilidades.

O líder socialista e também primeiro-ministro falava no tradicional almoço de encerramento da campanha eleitoral do candidato do PS à autarquia de Lisboa, na cervejaria Trindade.

Este bife, nestes dias, tem um sabor que não tem em qualquer um dos outros dias", brincou Costa, enaltecendo o encontro que juntou centenas de socialistas.

E concretizou, entre risos: "Confesso que nunca tinha feito tantos quilómetros para vir a este bife" - Costa veio da Estónia, onde teve um compromisso internacional como primeiro-ministro, tendo aterrado em Lisboa ao começo da tarde.

O almoço antecedeu a também tradicional descida do Chiado, que Costa fará lado a lado de Medina antes de arrancar, ao fim da tarde, para um comício no Porto, concelho onde se realiza a última iniciativa de campanha do líder do PS.

"Uma cidade tem problemas"

Já o candidato socialista à presidência da Câmara de Lisboa e presidente do município, Fernando Medina, acusou os adversários, nomeadamente o CDS-PP, de cederem à “demagogia e à promessa fácil”, vincando que apenas promete o que cumprirá.

Uma cidade tem problemas, tem sempre problemas e novos desafios, mas o que os cidadãos esperam não é que os políticos cedam à demagogia e digam que resolvem tudo no minuto a seguir por um passo de mágica - o que os cidadãos esperam de nós é uma palavra de verdade, de confiança e de rigor sobre o que podemos e o que vamos fazer”, disse Fernando Medina, que falava perante centenas de apoiantes que hoje encheram a cervejaria Trindade, no centro da cidade, para o tradicional almoço de encerramento de campanha do PS.

Vincando que, “neste ponto, o contraste com os adversários é gritante”, o autarca frisou: “Nós falamos com confiança, com verdade, nós não cedemos ao populismo, não cedemos à falta de coragem política e, acima de tudo, nós não cedemos à demagogia e à promessa fácil como tantos e tantos desta campanha”.

Não acho que estejamos a falar do mesmo. É só dizer mal, é só negativo, é só mandar para trás e para baixo”, criticou.

Porém, na sua ótica, “a cidade hoje está muito melhor do que estava há dez anos e há quatro anos e vai estar muito melhor com a nossa vitória no próximo dia 1”.