O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, apresenta esta quarta-feira, em reunião do executivo, um pedido de renúncia ao cargo, fazendo depois uma declaração à comunicação social.

Na terça-feira, no final dos trabalhos da reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, anunciou que seria a última reunião na qual estaria presente, já que apresentaria esta quarta-feira o pedido de renúncia do mandato.

A reunião do executivo está marcada para as 10:30 e a declaração de António Costa à comunicação social para as 12:00. Ambas decorrem nos Paços do Concelho.

O também secretário-geral socialista, que vai concorrer às eleições legislativas deste ano, foi eleito presidente da maior autarquia do país pela primeira vez nas eleições intercalares de julho de 2007, marcadas após a queda do executivo municipal do social-democrata Carmona Rodrigues, na sequência do denominado caso Bragaparques.

Na altura, obteve cerca de 29% dos votos (sem maioria absoluta), garantindo seis dos 17 mandatos, e foi empossado a 01 de agosto.

Quinze dias depois das eleições, foi consumado o acordo político entre o executivo minoritário e José Sá Fernandes, que viu perder o apoio do Bloco de Esquerda no ano seguinte. O vereador ficou responsável pelo pelouro do Ambiente.

António Costa tentou também um acordo com a independente Helena Roseta (líder do movimento Cidadãos por Lisboa, que elegeu então dois vereadores, além de deputados municipais), o que só se concretizou nas eleições seguintes, em 2009.

Nesse ano, o socialista conquistou nove mandatos e, em 2013, a maioria absoluta foi reforçada, com 11 mandatos, conseguindo ainda ficar em maioria na Assembleia Municipal com a inclusão dos seis eleitos pelos Cidadãos por Lisboa (descritos como «independentes»).

Atualmente, o executivo camarário é composto, além do presidente e do vice-presidente (PS), por nove vereadores com pasta (seis do PS e três independentes eleitos nas listas do PS) e seis vereadores sem pasta (três do PSD, dois do PCP e um do CDS-PP).

Os quase oito anos de gestão de António Costa ficam marcados, além dos acordos com independentes, pela reforma administrativa da capital (que reduziu as freguesias de 53 para 24 e transferiu algumas competências para estas autarquias), pela revisão do Plano Diretor Municipal, pela reformulação da circulação na rotunda do Marquês de Pombal, por medidas de incentivo ao uso dos transportes públicos e das bicicletas, pela defesa da gestão do Metro e da Carris pelo município e pela instalação do gabinete da presidência na Mouraria, para incentivar a reabilitação da zona, entre outros.