O secretário-geral do PS disse que, até ao momento, o seu partido foi o único a apresentar uma visão estratégica para o país e um cenário macroeconómico que permite assumir compromissos “sérios e credíveis”.
 

“Até hoje nenhuma força política o tinha feito, nenhuma força política tinha estudado primeiro os impactos das medidas, as tinha medido e podia assumir compromissos devidamente quantificados. Bem sei que vários nossos adversários ficaram surpreendidos e ainda hoje estão a fazer contas para perceberem aquilo que os nossos economistas demonstraram, que é possível virar a página da austeridade sem romper com a Europa”.


António Costa falava numa sessão com militantes do distrito de Santarém reunidos no auditório da biblioteca municipal de Torres Novas, onde aguardaram a chegada do líder socialista durante quase uma hora, atraso justificado com o caos no trânsito lisboeta provocado pela ameaça de bomba na ponte 25 de Abril.

Costa traçou o trajeto seguido para a “construção da alternativa” às atuais políticas de austeridade, iniciado com o documento aprovado no último congresso do partido, contendo a “visão para a década”, para que o país “tenha norte, tenha um rumo e possa ter estabilidade nas políticas”.

Seguiu-se “um segundo documento da maior importância”, o cenário macroeconómico que serve de base de enquadramento e que “dá a margem de manobra para assumir compromissos que sejam sérios e credíveis”.

Agora, a um mês da convenção nacional, que aprovará “o último documento para afirmação da alternativa”, o programa do Governo do PS para a próxima legislatura, o partido vai iniciar um mês “muito intenso de trabalho”, porque quer que ele seja amplamente participado para que seja um programa “do conjunto do país”.

No âmbito desse trabalho, António Costa anunciou a realização de “convenções setoriais” que começam no próximo sábado no Porto com o tema da Educação e prosseguem no dia 16 em Coimbra sobre Saúde.

O objetivo, disse, é “ir tratando tema a tema com grande participação para recuperar a esperança e a confiança no futuro do país”.