O secretário-geral do PS, António Costa, disse esta sexta-feira, nos Açores, que reforçar a autonomia é reforçar a coesão do país e agradeceu o exemplo daquele arquipélago, cuja governação considerou que prestigia o partido.

Como socialista e como secretário-geral do PS tenho de dizer ao PS/Açores muito obrigado pelo vosso exemplo, muito obrigado pela vossa inspiração, muito obrigado pela força que dão à autonomia, porque reforçar a autonomia é reforçar a coesão de Portugal”, afirmou António Costa.

O líder do PS discursava num jantar comício no concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, numa iniciativa de pré-campanha para as eleições legislativas regionais dos Açores e perante cerca de um milhar de pessoas, António Costa começou por recordar as eleições regionais de 1996, há 20 anos, quando o PS/Açores, liderado por Carlos César, presente na iniciativa, ganhou pela primeira vez este tipo de sufrágio.

Passaram 20 anos e muita coisa mudou, mas houve algo que se manteve inalterado e esse algo é a confiança sempre reforçada, sempre crescente que em cada mandato as açorianas e os açorianos foram dando ao PS para governar a Região Autónoma dos Açores”, referiu.

Para António Costa, essa confiança assenta “na excelência de governação do PS/Açores, primeiro com Carlos César e agora com Vasco Cordeiro”, recandidato à presidência do Governo Regional.

A governação do PS nos Açores prestigiou e prestigia o PS, prestigia a autonomia regional, porque demonstrou bem que a autonomia regional pode ser mais desenvolvimento, mais solidariedade, mas também maior unidade nacional, maior coesão e finanças públicas sãs e uma boa governação”, continuou o secretário-geral do PS, sustentando que “esta imagem e esta governação do PS nos Açores reforçou a convicção de todos os portugueses, do continente e das regiões autónomas, na importância da autonomia regional”.

Sobre os Açores, “parte fundamental” do território nacional, o líder socialista referiu a importância do arquipélago na produção do leite ou no turismo, destacando, igualmente, que a região, assim como a Madeira, têm “a profundidade atlântica que garante a Portugal que, tendo um pequeno território continental, tem um enorme território global”.

E é por isso que é absolutamente essencial trabalharmos em conjunto no sentido de verdadeiro espírito e solidariedade e unidade nacional”, declarou, apontando, neste campo, o envio de bombeiros para o Funchal, na Madeira, quando a cidade “esteve cercada pelas chamas”.

Outro exemplo de “solidariedade nacional” foi o reforço das transferências para os Açores quando os portos do arquipélago foram atingidos por intempéries ou quando, na sequência da diminuição do contingente americano na base das Lajes, foi preciso concretizar um programa de revitalização económica para a ilha Terceira, acrescentou.

É no mesmo espírito que olhamos para o mar que os Açores nos oferece e vemos aí uma riqueza que temos de saber valorizar em conjunto”, adiantou, apontando o trabalho conjunto para instalar na ilha do Faial um centro de investigação oceânica, mas também a não discriminação dos açorianos no acesso ao Serviço Nacional de Saúde.

As eleições regionais realizam-se a 16 de outubro.