O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD vai analisar hoje a eventual expulsão do partido do militante histórico António Capucho, devido à sua candidatura autárquica em Sintra em lista adversária do partido.

Em causa está a candidatura de António Capucho à Assembleia Municipal de Sintra pela lista independente «Sintrenses com Marco Almeida» nas eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013, que foi a segunda mais votada, atrás da lista do PS e à frente da lista conjunta do PSD, CDS-PP e MPT.

Os estatutos do PSD estabelecem, no número 4 do artigo 9.º, que «cessa a inscrição no partido dos militantes que se apresentem em qualquer ato eleitoral nacional, regional ou local na qualidade de candidatos, mandatários ou apoiantes de candidatura adversária da candidatura apresentada pelo PPD/PSD».

Na sequência de queixas apresentadas por militantes ou órgãos do partido, remetidas pela Comissão Política Nacional do PSD, o Conselho de Jurisdição Nacional do PSD tem estado a analisar diversos alegados casos de militantes que foram candidatos ou mandatários autárquicos contra listas sociais-democratas - tendo decidido não analisar eventuais casos de apoiantes de listas adversárias, invocando a ausência de critérios objetivos oficiais para os julgar.

De acordo com fontes sociais-democratas, o caso de António Capucho vai estar em análise na reunião de hoje do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, que deverá realizar-se durante a tarde, na sede nacional deste partido.

Militante social-democrata desde 1974, António Capucho foi presidente da Câmara Municipal de Cascais entre 2001 e 2011, secretário de Estado e ministro de vários governos. No PSD, ocupou cargos como os de secretário-geral, vice-presidente e líder parlamentar.