O deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), André Silva, disse esta sexta-feira que ainda não sabe qual será a sua intenção de voto à moção de rejeição ao programa de Governo da coligação PSD/CDS-PP, tomando a decisão quando obtiver mais informações.

“Ainda não. Estamos a analisar em função do desenvolvimento, nos próximos dias, do momento político e de obter mais informações e, assim, tomaremos a nossa posição”, afirmou à agência Lusa o estreante André Silva, quando questionado, no parlamento, sobre a intenção de voto do PAN à moção de rejeição ao programa de Governo, decidida na quinta-feira à noite pela comissão política do PS.

Pela primeira vez, o PAN elegeu um deputado para a Assembleia da República numa legislatura que André Silva considera “desafiante”.

“Os portugueses disseram que não querem maiorias absolutas de um partido apenas e querem que exista um entendimento. Aquilo que tem sido pedido é que exista um entendimento entre os vários partidos para formar um Governo estável de quatro anos. São tempos que vivemos e é necessário que exista este tempo para que se consigam formar supostos grupos.”


Questionado se o PAN poderá fazer parte desta alternativa, o deputado respondeu que “não está nada em cima da mesa” e o partido “não fez parte, até ao momento, de qualquer negociação”.

Depois da primeira sessão plenária, André Silva foi fazer o “acolhimento” dos seus dados biográficos, uma tarefa que não foi fácil, tendo demorado o deputado mais de uma hora para preencher os dados.

“Houve um problema qualquer informático porque o PAN ainda não existia e todos os outros grupos políticos já existiam. Houve ali um compasso de espera, mas tudo fico resolvido”, afirmou André Silva, admitindo que o dia número um na Assembleia da República está a ser “agradável” e está a ser recebido “com toda a cortesia e simpatia”.

Com ar informal, de sapatilhas e sem gravata, André Silva ainda está a conhecer “os cantos à casa” e tem como pontos de referência as escadarias, corredores, paços perdidos e a zona da cantina, onde já sabe que pode comer refeições vegetarianas.

“Há pratos vegetarianos todos os dias, mas se não houver não há problema, como os acompanhamentos”, disse.

Na primeira sessão da legislatura, André Silva sentou-se na terceira fila do parlamento e ao centro, entre PSD e PS, mas o deputado espera que esta questão possa ser analisada na próxima conferência de líderes.

“Não é uma questão de gosto, foi um lugar sugerido pela conferência de líderes da antiga legislatura. Será reavaliada essa questão na próxima conferência de líderes desta legislatura.