A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, acusou este sábado a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, de ser “uma ilusionista” que “chora lágrimas de crocodilo” e atira propostas para cima da mesa, “sem estudar” o respetivo impacto.

Numa reação ao discurso da líder do CDS-PP na 'rentrée' dos centristas, em Ermesinde, Valongo, Ana Catarina Mendes considerou que Assunção Cristas “chora hoje lágrimas de crocodilo por aqueles que mais sofrem”.

A dr.ª Assunção Cristas é de facto uma ilusionista que nos quer convencer de que não foi o combustível do comboio da austeridade”, declarou a secretária-geral adjunta socialista, na sede do PS, em Lisboa.

Entre os compromissos eleitorais apresentados no seu discurso, na iniciativa dos centristas no Parque Urbano de Ermesinde, Assunção Cristas apontou a baixa do IRS “em todos os escalões de forma bem pensada e progressiva”, a reposição do “quociente familiar” e “tabelas reduzidas a metade, no interior do país”.

Outro dos compromissos assumidos foi a diminuição da sobretaxa do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e o alargamento do sistema de saúde dos funcionários públicos, ADSE, “a todos os portugueses”.

Defendendo que o CDS-PP é o único que não serve “de muleta a António Costa”, Assunção Cristas afirmou ser o seu partido a alternativa ao “governo das esquerdas encostadas”.

Face aos “compromissos” hoje apresentados pela presidente do CDS-PP, Ana Catarina Mendes contrapôs ainda que Assunção Cristas “é a mesma que, ao longo dos últimos três anos, em propostas para baixar impostos, votou sempre contra essas propostas”.

Votou contra as propostas todas que permitiram que, em 2018, os portugueses tivessem pago menos mil milhões de euros de IRS”, assinalou a dirigente socialista, considerando que a presidente do CDS-PP “atira propostas para cima da mesa sem estudar, sem saber quanto é o seu impacto orçamental”.

A secretária-geral adjunta do PS criticou ainda Assunção Cristas afirmando que “chora estas lágrimas de crocodilo”, mas “foi a responsável pela chaga social que se vive hoje nos despejos em Portugal aos mais vulneráveis, e a que este Governo do PS tem tentado dar respostas”.