A secretária-geral-adjunta socialista declarou esta sexta-feira que o seu partido estará contra o corte de 600 milhões de euros nas pensões em pagamento se essa for a proposta do PSD para a sustentabilidade da Segurança Social.

Ana Catarina Mendes falava aos jornalistas à entrada para o 21.º Congresso Nacional do PS, que decorre até domingo, na Feira Internacional de Lisboa, depois de o presidente do PSD e ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado um projeto de resolução para uma "Comissão Eventual para promover uma reforma estrutural do sistema público de Segurança Social" no parlamento.

A única proposta que o país conhece de Pedro Passos Coelho é um corte de 600 milhões de euros nas pensões. Se é essa a nova proposta, o PS estará contra", disse a vice-presidente do grupo parlamentar socialista.

Sobre a reunião magna de Lisboa, Ana Catarina Mendes desejou uma "grande discussão dentro do PS sobre os temas de atualidade, a renovação e abertura do PS".

Mais do que uma festa, que seja verdadeiramente um congresso de discussão política", ambicionou, tomando como naturais algumas vozes discordantes da estratégia do líder, António Costa, e sua direção política: "Faz parte de um partido como o PS, plural, com imensas opiniões contrárias entre si".

Segundo a secretária-geral-adjunta, "o que se espera é um congresso participado pelos seus militantes porque é importante que sintam que são decisores daquilo que sai de um congresso com esta grandeza".