O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP, Paulo Rangel, apelou esta quinta-feira, em Ansião, distrito de Leiria, ao voto na Aliança Portugal, considerando que o momento é «hostil», apesar dos portugueses saberem que os socialistas «são agentes da irresponsabilidade».

«É difícil, é adverso, é hostil o ambiente em que nós estamos, porque muitos portugueses, pese embora saibam que os socialistas são agentes da irresponsabilidade, estão desencantados, estão desmotivados, estão desmobilizados», afirmou Paulo Rangel num almoço com autarcas.

Aos presentes, cerca de uma centena, desafiou que no dia das eleições levem os amigos, os colegas de profissão, as famílias, o grupo de conhecidos «a votar e a votar na coligação Aliança Portugal».

Referindo que PSD/CDS-PP não podem perder por «falta de comparência», o cabeça de lista mostrou-se convicto de que há «condições de ganhar».

«São vocês, com a vossa razão, com a vossa argumentação, com o vosso espírito de serviço ao país que têm de nos ajudar a convencer essas pessoas que sabem que o PSD e o CDS estão no bom caminho, que o PSD e o CDS estão a prestar um serviço ao país, que é um serviço difícil, mas patriótico, são vocês que têm de nos ajudar a convencer essas pessoas a saírem de casa no dia 25», declarou.

Paulo Rangel considerou que se houver mobilização das pessoas da linha do PSD/CDS-PP a Aliança Portugal vai «causar uma surpresa» e «ganhar as eleições» e, dessa forma, «dar uma lição aos socialistas» que são «agentes do despesismo e da bancarrota».

Já o candidato Nuno Melo afirmou que a Aliança Portugal tem de ganhar estas eleições, «com António José Seguro», mas também ganhar as legislativas «com Seguro, com Costa ou quem venha».

«Estas vitórias são uma questão de justiça, não seria justo que quem arruinou o país, gastando o que não tínhamos, arruinando, também, a nossa credibilidade perante os mercados e trazendo a troika vencesse agora eleições europeias», disse Nuno Melo.

Para o candidato, «não seria justo que quem colocou as contas do país em ordem, restituiu a Portugal a credibilidade, assegurou o regresso aos mercados e devolveu a troika à procedência fosse agora penalizado perdendo eleições».

Nuno Melo considerou, ainda, que o cabeça de lista do PS às europeias, Francisco Assis, deveria festejar a saída da troika.

«Francisco Assis diz que não festejará a saída da troika, faz muito mal, devia festejar a saída da troika, porque [os socialistas] foram os responsáveis», argumentou o candidato.