Por: Redacção / MM | 31- 8- 2010 21: 49
O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou, esta terça-feira, esperar que o Orçamento do Estado para 2010 seja aprovado,
mas sem descaracterizar o Estado social, ponto em que disse estar do mesmo lado da barricada de José Sócrates. Manuel Alegre
falava à entrada para um jantar de trabalho com presidentes de câmaras socialistas e membros de comissões políticas concelhias
do PS da área urbana de Lisboa.
Ladeado pelos presidentes de câmaras de Lisboa, António Costa, e da Amadora, Joaquim
Raposo, o candidato presidencial apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda referiu que «o mundo e o país vivem uma situação difícil,
que requer estabilidade». «É preciso que o Orçamento seja aprovado, mas eu não faço apelos em vão. O Orçamento deve ser aprovado,
mas sem ser descaracterizado naquilo que é essencial: a garantia e a preservação do Estado social, dos serviços públicos e
o combate ao desemprego», disse.
Manuel Alegre defendeu depois que, mesmo no quadro das actuais dificuldades financeiras,
«é possível consolidar o Estado social, os serviços públicos e seguir políticas de investimento público, algo que desagrada
muito a outras forças políticas e parece que às vezes também ao Presidente da República [Cavaco Silva]».
Interrogado
se a sua posição visava impedir que o Governo fizesse cedências excessivas nas negociações do Orçamento do Estado para 2010,
Manuel Alegre remeteu essa questão para as forças políticas que estão representadas no Parlamento.
«Sou candidato
a Presidente da República, tenho a minha opinião e à medida que o tempo avançar as pessoas vão perceber as diferenças entre
mim o actual chefe de Estado, que tudo indica será candidato. Eu digo aquilo que penso», salientou Manuel Alegre.
Perante
a insistência dos jornalistas no ponto em que referiu que não deseja que o Orçamento de Estado para 2010 seja aprovado sem
ser descaracterizado, Alegre declarou esperar que o Orçamento seja aprovado. «Mas espero que não se imponham condições que,
para a sua aprovação, levariam à descaracterização no que respeita a políticas essenciais e de que o país necessita», acrescentou.
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