O presidente do executivo da Madeira, Alberto João Jardim, diz que na negociação entre os deputados do PSD-Madeira e o Governo no âmbito da proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2014 «ainda vai haver muito pano para mangas».

Falando aos jornalistas no Aeroporto da Madeira à chegada depois de uma semana de reuniões em Estrasburgo, Jardim declarou que existem muitas matérias em cima da mesa de negociação, que «prendem-se desde com quantitativos de verbas e algumas matérias que consideradas inconstitucionais. Ainda vai haver muito pano para mangas».

O líder madeirense comentava o voto a favor dos deputados sociais-democratas à proposta de OE, considerando que «a declaração é muito clara, trata-se de não estragar uma negociação que está em curso».

«Simplesmente vamos ver como corre essa negociação com o Governo. A informação que tenho tido mesmo no estrangeiro é que o Governo quer negociar, mas de boas intenções está o inferno cheio», sublinhou o responsável insular.

Jardim referiu que os deputados sociais democratas da Madeira vão «ponderar os prós e contras de qualquer tipo de votação em função da negociação que eles próprios estão a conduzir em parceria com o Secretário Regional do Plano e Finanças».

O chefe do Governo Regional referiu que não vai tomar posições nesta área «que possam retirar à Madeira o áximo possível», realçando que, no que diz respeito ao programa de ajustamento económico e financeiro da Madeira, o aumento do plafond de investimento é uma das matérias consideradas «fundamentais» nesta negociação.

«Não se consegue combater o desemprego sem aumentar o plafond de investimento», vincou, argumentando: «O ex-ministro Vítor Gaspar tinha uma visão muito restrita disso, espero que neste momento a Ministra das Finanças tenha outra».

Jardim frisou que a Madeira tem capacidade para aumentar esse plafond, destacando que «será um erro tremendo» o Governo não concordar.

O presidente do executivo regional referiu que existem muitas matérias em cima da mesa de negociação, que «desde com quantitativos de verbas a algumas matérias que consideradas inconstitucionais».

Instado a comentar o voto contra o OE para 2014, na discussão na generalidade, do deputado do CDS eleito pela Madeira na Assembleia da República, Rui Barreto, Alberto João Jardim opinou ser «uma coisa isolada que não tem importância nenhuma no quadro nacional».

«O CDS da Madeira nada tem a ver com o CDS nacional. É um clube de gente que não gosta do PSD, que faz alianças até com o Partido Comunista e a extrema-direita para criar problemas ao PSD local, mas as pessoas têm que se habituar a olhar para o CDS da Madeira como um clube diferente do nacional», concluiu.

Em Estrasburgo, Jardim participou na 25.ª Sessão do Congresso dos Poderes Locais e Regionais do Conselho da Europa, nos trabalhos da «Comissão Governança» do Congresso, nos encontros do Partido Popular Europeu no Congresso dos Poderes Locais e Regionais da Europa e da Assembleia das Regiões da Europa, da Comissão 3, «Cultura, Educação, Juventude e Cooperação Internacional».