O líder do PSD/Madeira afirmou esta segunda-feira ter pedido uma audiência ao Presidente da República para debater a possibilidade de ser substituído como chefe do Governo Regional logo após as eleições internas do partido, em janeiro de 2015.

«Já pedi uma audiência porque tenho que informar aos que formalizarem as suas candidaturas [à liderança do PSD/M] qual é o pensamento do senhor Presidente da República em relação a este último ano de legislatura», disse Alberto João Jardim aos jornalistas, no final da reunião mensal da comissão política do partido na região.

Jardim salientou ser necessário saber se Cavaco Silva aceita a sua proposta, de o novo presidente da comissão política exercer o cargo de líder do governo madeirense entre janeiro e outubro, algo que diz «ser possível, porque o regime é parlamentar, mas coloca a questão da legitimidade eleitoral».

O líder madeirense destacou que se o Presidente da República aceitar «sai imediatamente», acrescentando que pode colocar-se também o cenário de eleições antecipadas, o que em termos de prazos levaria a um novo ato eleitoral perto do verão e a um governo em gestão até a Páscoa.

«Não havendo eleições antecipadas, vou comunicar comissão política que estou na disposição de exercer funções até posse do novo governo eleito [outubro 2015]», apontou ainda.

As eleições internas no PSD/Madeira estão marcadas para 19 de dezembro, tendo dado entrada na sede do partido a documentação com as assinaturas de militantes que apoiam cinco candidaturas.

Até ao momento estão nesta corrida à sucessão Miguel Albuquerque (ex-presidente da câmara do Funchal), Miguel Sousa (vice-presidente do parlamento regional, ex-secretário regional e ex-vice-presidente do executivo insular), Sérgio Marques (eurodeputado), Manuel António Correia (atual secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais) e João Cunha e Silva (que é atualmente número dois do executivo insular).

Mas, para Jardim, neste momento estas são apenas «intenções de candidaturas», pois só estarão estatutariamente formalizadas quando forem entregues as listas com todos os elementos para a nova comissão política e secretariado.

No seu entender, há ainda a hipótese de surgirem mais candidatos ou das atuais candidaturas ficarem reduzidas, assegurando que “deixa de ser presidente do partido a 10 de janeiro”, afastando qualquer teoria de uma possível candidatura”.

«Estou completamente de saída do partido, não haja dúvidas nenhumas. Não estou de saída da vida política, mas do PSD bye-bye», cita a Lusa.

Jardim ainda mencionou que o PSD/Madeira tem 12 mil militantes, mas apenas sete mil estão em condições de eleger a nova liderança e que o processo está a decorrer com toda a normalidade.