O presidente do PSD-Madeira e do Governo Regional, Alberto João Jardim, escreve hoje, em artigo no «Jornal da Madeira», que cabe ao Conselho Regional do partido antecipar a sua saída das funções partidárias e governativas que atualmente assume.

O já declarado candidato à presidência do PSD-M, Miguel Albuquerque, defende a realização do Congresso do partido em 2014.

«Compete aos órgãos estatutários do Conselho Regional da Madeira do Partido Social Democrata decidir se terei de antecipar a saída do Governo e da liderança do PSD/Madeira, que tantos judas pretendem agora que seja de uma maneira amarfanhada, esquecendo estes trinta e cinco anos», escreve.

Reafirma, no entanto, que mantém «o planeamento» que traçou - «realizar eleições para a Comissão Política Regional a 19 de dezembro de 2014; o novo Governo Regional apoiado pela atual maioria parlamentar regional ser empossado logo nos primeiros dias de janeiro de 2015 e Congresso Regional a 10 de janeiro de 2015».

«Mas interrogo-me se estarei motivado para continuar a aturar tanta vilania, em Lisboa, na Madeira e em Bruxelas, de futuro continuando num PSD que persistir estar assim, cá e lá. Hoje, perante o panorama europeu e nacional, de capitalismo selvagem e de centralismo, sinto-me «à esquerda» como nunca estive e já bem na fronteira do independentismo», confessa.

O presidente do Governo e do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, assegurou no sábado estar fora da corrida à liderança do partido no arquipélago, adiantando que o seu plano é «dotar a região» de um novo chefe do executivo a partir de janeiro de 2015.

«Eu vou estar fora disso completamente, os senhores podem ter isso garantido», declarou Jardim aos jornalistas no Aeroporto da Madeira à chegada, depois de uma semana de reuniões em Estrasburgo.

E acrescentou: «Apenas tenho o plano para dotar a região de um novo presidente, apoiado na maioria parlamentar que temos a partir o inicio de janeiro de 2015, até para a opinião pública ver como governa o novo líder».

«Que Deus me dê saúde para continuar a lutar, em que circunstâncias for e na situação política em que me vier a encontrar», pede Jardim, realçando que «a questão agora é muito simples», ou seja, «o PSD/Madeira tem de readquirir a posição de partido hegemónico que fez o Desenvolvimento Integral da Madeira e do Porto Santo».

«É condição necessária, ainda que não suficiente, a reconstituição da robustez e unidade interna, pondo-se termo, mesmo que dolorosamente, a tudo quanto tal prejudique», conclui.