O candidato à presidência do PSD/Madeira Miguel de Sousa apelou esta quarta-feira a Alberto João Jardim para «não perturbar» o processo da sua sucessão no partido, considerando ser a «última oportunidade» para não passar a ser oposição na região.

«Peço-lhe que ponha fim e não permita a ninguém a postura perturbadora no processo da sua sucessão», disse Miguel de Sousa à agência Lusa, ao comentar a carta o presidente do governo regional da Madeira enviou aos seis candidatos concorrentes nas eleições internas do PSD/M.


Nessa missiva com data de 1 de dezembro, Jardim informa-os que pretende apresentar a sua demissão ao representante da República, Ireneu Barreto, a 12 de janeiro.

O candidato à liderança do PSD/M defende que «este ciclo [40 anos de governação de Alberto João Jardim] tem de terminar com elevação, respeito mútuo e dignidade» porque «a curta História do PSD/M exige o respeito dos dirigentes, que devem ser exemplares».

«Vejam o sofrimento de muitas famílias madeirenses e porto-santenses e percebam que a prioridade não é o PSD mas a Madeira e o Porto Santo», alerta.


Miguel de Sousa sublinha que «estas eleições são a mudança e a renovação de um percurso político esgotado», concluindo que esta é «a última oportunidade para evitar que o PSD passe a ser oposição na Madeira».

As eleições internas no PSD/Madeira estão agendadas para 19 de dezembro e o congresso a 10 de janeiro.

Nesta corrida à liderança do partido que detém a maioria na Madeira há quatro décadas estão Miguel Albuquerque, Miguel de Sousa, João Cunha e Silva, Manuel António Correia, Sérgio Marques e Jaime Ramos.