PS e PCP desvalorizaram esta quinta-feira o relatório do Fundo Monetário Internacional. O deputado comunista rejeitou conceder "qualquer credibilidade" a relatórios do FMI e o líder parlamentar socialista, Carlos César recordou que esta organização “não trabalha em Portugal nem é um gabinete do Governo” e ao longo dos anos teve “sucessivas falhas nas previsões”.

“Para nós, um relatório do FMI é como um parecer do Conselho Económico e Social, é como um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República, é como um parecer do Conselho de Finanças Públicas, é como a opinião de um parceiro social, é como um relatório da OCDE, é como uma apreciação da Comissão Europeia. É um entre outros relatórios que constituem trabalhos e informações preparatórias da elaboração da nossa política orçamental e das nossas grandes opções”, respondeu Carlos César aos jornalistas, no parlamento, quando questionado sobre o relatório do FMI que foi conhecido esta quinta-feira.

O líder da bancada parlamentar do PS afirmou ainda que “o FMI não trabalha em Portugal nem é um gabinete do Governo português”, recordando que “a análise do FMI está muito marcada ao longo dos anos por sucessivas falhas em previsões no que diz respeito à economia portuguesa e ao défice português”.

“Portanto nós lemos todos os relatórios, nós achamos importante que os decisores tenham em consideração tudo o que se diz, mas o essencial é que o Governo prossiga o trabalho que está a fazer e continue a obter os resultantes positivos crescentes que está a ter”, enfatizou.

O FMI recomendou que o Governo socialista aplique medidas de austeridade de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de 900 milhões de euros, no próximo ano, focando-se nos salários e pensões da função pública e insistiu que são precisas "mais medidas adicionais" para que Portugal cumpra a meta do défice com que se comprometeu para este ano, de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Para Carlos César, o que é preciso fazer é transmitir aos portugueses uma mensagem que é justificada: “a de que estamos a recuperar, a de que estamos a trabalhar e a de que o país suprirá as dificuldades em que esteve mergulhado nestes últimos anos”.

Na mesma linha, o deputado do PCP António Filipe rejeitou esta quinta-feira conceder "qualquer credibilidade" a relatórios do Fundo Monetário Internacional.

"Não damos qualquer credibilidade a relatórios do FMI e o Estado e o Governo portugueses não se devem deixar condicionar por chantagens dessa natureza", afirmou o vice-presidente da bancada parlamentar comunista nos passos perdidos do parlamento.

O FMI recomendou que o Governo socialista aplique medidas de austeridade de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de 900 milhões de euros, no próximo ano, focando-se nos salários e pensões da função pública e insistiu que são precisas "mais medidas adicionais" para que Portugal cumpra a meta do défice com que se comprometeu para este ano, de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Já estamos habituados a relatórios do FMI que desmentem relatórios anteriores do FMI e a pressões inadmissíveis do FMI sempre com o objetivo de empobrecer os portugueses e impor às camadas sociais mais desfavorecidas uma austeridade eterna”, considerou o deputado.