O PSD/Açores anunciou, nesta quarta-feira, que vai requerer um novo levantamento da imunidade ao presidente do Governo Regional, para que Vasco Cordeiro possa ser ouvido no âmbito da Comissão de Inquérito à SATA.

"Enviámos uma carta à presidente da Assembleia a pedir a reabertura do processo, para que seja levantada a imunidade a Vasco Cordeiro, e esperamos que, a bem da verdade e a bem da clareza daquilo que se passa no Grupo SATA, o atual presidente do Governo possa responder ao inquérito do PSD", insistiu o deputado Jorge Macedo, da bancada social-democrata.

O parlamentar social-democrata falava à margem do plenário da Assembleia Legislativa dos Açores, reunida na cidade da Horta, em resposta à decisão do presidente da Comissão de Inquérito, o socialista André Bradford, que informou que nenhum partido apresentou perguntas dentro do prazo estabelecido e que, por essa razão, Vasco Cordeiro já não terá de responder.

"Não foram feitas perguntas até ao esgotamento do prazo estabelecido, embora a comissão tivesse decidido, por unanimidade, que queria inquirir o presidente do Governo" [regional], afirmou à agência Lusa André Bradford, adiantando que já comunicou à presidente da Assembleia Regional que "não era necessário o levantamento da imunidade".

Mas para Jorge Macedo, a intenção do presidente da Comissão de Inquérito é apenas "evitar que o presidente do Governo responda ao inquérito que o PSD, potestivamente, sempre disse que iria apresentar".

O deputado social-democrata considerou ainda que "não faria sentido apresentar perguntas a Vasco Cordeiro, antes que lhe fosse levantada a imunidade por parte do Conselho de Estado" lembrando que o presidente do Governo teria, ainda assim, tempo suficiente (10 dias) para responder por escrito.

Recorde-se que a criação de uma Comissão de Inquérito ao Grupo SATA foi proposta pela bancada do PSD e subscrita pela restante oposição e tinha como objetivo apurar as responsabilidades pela situação financeira em que se encontra a companhia aérea açoriana, de capitais públicos, que teve prejuízos de 35 milhões de euros em 2014.