O Presidente da República foi esta quinta-feira internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, para ser operado de urgência a uma hérnia umbilical.

Já terminou a cirurgia a Marcelo Rebelo de Sousa, que foi operado pelo médico Eduardo Barroso, que é também seu amigo de infância.

Esta operação estava há muito prevista para o início de janeiro, mas os médicos assistentes decidiram antecipá-la, por ter encarcerado", explica uma nota da Presidência.

Foi cancelada toda a agenda do Presidente "dos próximos dias", incluindo as deslocações previstas para 31 de dezembro e 1 de janeiro, à área da tragédia de outubro.

"Um dia ou dois" no hospital

Como previsto, às 16:30, o cirurgião Eduardo Barroso e o médico da Presidência, Daniel de Matos, fizeram uma atualização do estado de saúde de Marcelo, depois de uma operação bem sucedida, que durou cerca de uma hora.

É uma cirurgia simples, que costuma ser feita em ambulatório por um dos médicos mais novos", começou por dizer Eduardo Barroso, que, todavia, devido à condição de urgência e ao facto de ser amigo do Presidente acabou por ser chamado à mesa de operações.

Antes de se dirigirem aos jornalistas, os médicos falaram com o Presidente, cujo "estado de espírito é ótimo", apesar de saber que vai ter ficar "um dia ou dois" no hospital.

Barroso sublinhou, aliás, que Marcelo já tinha sido "avisado para tratar a hérnia", que se tivesse sido operada em ambulatório, com data programada, não precisaria de internamento. 

"Depende das pressões que fizer para sair", disse o cirurgião, sublinhando que Marcelo "pode fazer o que entender" em termos físicos.

Também Daniel de Matos disse que o Presidente "pode fazer a sua vida normal" e que o ideal seria passar as próximas "duas noites" no hospital.

Ferro não substitui Marcelo

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, segunda figura do Estado, e o primeiro-ministro, António Costa, foram previamente informados do que iria acontecer, afirmou à Lusa, fonte da presidência.

Ainda assim, Marcelo Rebelo de Sousa não vai ser substituído temporariamente pelo presidente da Assembleia da República durante a operação, segundo adiantou disse à Lusa, fonte do gabinete de Ferro Rodrigues.

Considera o presidente da Assembleia da República que não existe essa situação [impedimento temporário], esperando que nunca exista”, segundo fonte do gabinete de Eduardo Ferro Rodrigues, que é a segunda figura na hierarquia do Estado Português, a seguir ao Presidente.

O artigo 132.º da Constituição Portuguesa, recorda Ferro Rodrigues, não define claramente qual o tempo em o Presidente tem de estar impedido para ser substituído temporariamente.

Na sua nota, o presidente do Parlamento “deseja muito rápidas melhoras do senhor Presidente da República”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está esta quinta-feira à tarde a ser operado pela equipa do médico Eduardo Barroso a uma hérnia umbilical no hospital Curry Cabral, em Lisboa, sehundo apurou a TVI.

De acordo com o comunicado, o Presidente “cancelou toda a agenda de hoje, bem como a dos próximos dias, incluindo as deslocações previstas para 31 de dezembro e 1 de janeiro”, às regiões afetadas pelos incêndios de outubro.

Na agenda de hoje, Marcelo Rebelo de Sousa tinha prevista uma ronda de audiências com representantes dos juízes e dos magistrados do Ministério Público para discutir o pacto de justiça e os estatutos destas duas classes e uma cerimónia de entrega de insígnias a Carlos Ramos, que salvou várias pessoas no acidente ferroviário de Alcafache, em 1985.

A 1 de janeiro, é tradicional o Presidente dirigir ao país uma mensagem de Ano Novo, que este ano deveria ser feita a partir de Vouzela, um dos concelhos afetados pelos incêndios de outubro, região que ia visitar nesses dias.

Em 31 de dezembro, o Presidente tinha planeado visitar os concelhos de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, e no dia 01 de janeiro de 2018 iria a Arganil, também no distrito de Coimbra, Santa Comba Dão e Vouzela, ambos no distrito de Viseu, de onde iria fazer, em direto, a mensagem de Ano Novo.

Marcelo Rebelo de Sousa passou o dia de Natal em Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, concelhos afetados pelos incêndios de junho.