Embora diga desconhecer a nova lei do Governo que penaliza as empresas que abusem dos contratos a prazo, Rui Rio considera que, a ser verdade, isso representa um "andar para trás".

Em conferência de imprensa no Porto, o presidente do PSD reagiu com estranheza ao novo pacote laboral apresentado pelo Governo, em sede de Concertação Social.

Não tenho conhecimento exato do que o Governo quer propor mas a avaliação que fazemos é de que, se o Governo exibe como medalha positiva da sua atuação a quebra do desemprego para uma taxa inferior a 8%, não pode, ao mesmo tempo, querer mudar uma legislação laboral que, juntamente com outros fatores potenciou esse resultado positivo que temos hoje, quando chegou a estar nos 16%".

Adepto de que "um ou outro ajustamento, em qualquer lei, seja ela qual for, é sempre possível fazer", argumentou "não haver nenhuma lei que possa dizer-se que está absolutamente perfeita".

"Agora uma mudança da lei laboral, no sentido de ela andar para trás relativamente aquilo que foi feito e que apresenta bons resultados não pode ter o apoio de um partido que seja sensato e olhe para os resultados", enfatizou o líder social-democrata.