O presidente da República vai ouvir, novamente, os partidos na sexta-feira, sabe a TVI, depois de audiências com os banqueiros, na quarta, e economistas, na quinta.

Na semana passada, Cavaco Silva ouviu os parceiros sociais e interrompeu os encontros por causa de uma viagem à Madeira.

Das nove entidades ouvidas por Cavaco Silva, duas defenderam claramente eleições antecipadas ( Confederação do Agricultores e Fórum para a Competitividade) e duas pronunciaram-se explicitamente a favor de um Governo PS (as centrais sindicais UGT e CGTP), enquanto as restantes não apontaram claramente a solução que defendem. 

O valor da estabilidade foi destacado pela Confederação Empresarial de Portugal ( CIP), a Confederação do Turismo de Portugal ( CTP) e a Associação das Empresas Familiares, com esta última a dizer que considera apenas dois cenários - um Governo minoritário do PS ou um Governo de iniciativa presidencial. 

Alguns parceiros sociais alertaram ainda para o risco dos acordos à esquerda do PS com BE, PCP e PEV esvaziarem a concertação social, como a CIP, ou o Conselho Económico e Social ( CES), cujo presidente manifestou a sua preferência por um Governo "ao centro", tal como a CTP. 

A Confederação de Comércio e Serviços (CCP) disse não simpatizar com um Governo de gestão. 

Na segunda-feira, o Presidente da República pareceu não ter pressa na indigitação do primeiro-ministro e fez questão de recordar que ele próprio, enquanto tal, ficou  cinco meses em gestão.  

Também no mesmo dia, Passos Coelho disse que pensa que "em duas semanas" a situação política do país "estará clarificada" pelo Presidente. Estas declarações foram  captadas pela câmara da TVI, numa conversa com o ex-presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que esteve em Lisboa.