O deputado comunista Bruno Dias criticou esta quarta-feira a postura do Governo e a possível requisição civil na TAP, descrevendo um «ambiente de autoritarismo», após reunião, no Parlamento, com a comissão de trabalhadores da companhia aérea.

«Aquilo que de pior o Governo fez até agora, que foi provocar esta escalada de chantagens tem agora essa resposta, que é a pior de todas - criar um ambiente de autoritarismo e de restrições e condicionamentos a um direito constitucional (a greve) e a um dever de todos nós, que é lutar em defesa da TAP», referiu.


O primeiro-ministro, Passos Coelho, afirmara que o executivo da maioria PSD/CDS-PP vai analisar no Conselho de Ministros de quinta-feira uma eventual requisição civil para a TAP e tomará todas as medidas possíveis para garantir a normalidade de serviços da transportadora aérea.

«É um cenário que foi provocado e criado por este Governo. Aquilo que está a acontecer é a mobilização e a resposta dos trabalhadores a uma ameaça gravíssima, não apenas sobre os seus postos de trabalho e o seu futuro, mas o próprio interesse nacional», defendeu o parlamentar do PCP.


Os 12 sindicatos que representam os trabalhadores da TAP - grupo que entretanto o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), afeto à UGT, abandonou - convocaram a greve na sequência da recusa do Governo em suspender o processo de privatização.