O candidato do CDS-PP às legislativas regionais da Madeira José Manuel Rodrigues mostrou-se esta segunda-feira disponível para integrar uma coligação e disse que, nas atuais «difíceis» circunstâncias, «nenhum partido deve ter maioria absoluta».

Questionado pelos jornalistas após a conferência «Levar a Madeira ao Mundo», no Funchal, o cabeça-de-lista, que é líder do partido na região, disse estar «aberto a fazer coligações», dependendo do «partido que for maioritário».

«O CDS-PP só não faz coligações com partidos radicais e extremistas», afirmou.

Confrontado com a composição da lista da Mudança, oficialmente apresentada como uma candidatura que reúne PS, MPT, PTP e PAN, o democrata-cristão acrescentou não saber se, “em termos políticos”, o PTP ainda faz parte da coligação.

José Manuel Rodrigues sublinhou que as quatro décadas de maioria absoluta do PSD no arquipélago resultaram num «desastre financeiro, económico e social» e representaram dívida, austeridade, desemprego e corrupção também «absolutos».

«Comparamos a maioria absoluta de um só partido àquele casal em que só um dos membros manda em casa. É preciso haver diálogo», comentou.

Ainda antes, na intervenção na conferência, o candidato fez um pedido ao líder do CDS, Paulo Portas, que hoje se deslocou à ilha da Madeira para apoiá-lo – o empenho «para que o novo Governo Regional possa candidatar alguns projetos regionais ao chamado Plano Junker».

Entre esses projetos está o do novo hospital da Madeira, que não foi sujeito – de forma incompreensível, na sua opinião – a uma candidatura a fundos europeus.

José Manuel Rodrigues considerou que no dia 29 de março os madeirenses vão ter sobretudo três opções de voto: a «continuidade» do PSD; a coligação Mudança, que «nem sabe gerir uma câmara municipal, quanto mais uma região», e a «verdadeira viragem política» representada pelo CDS.

O cabeça-de-lista apontou alguns dados financeiros para elogiar a gestão do município de Santana, liderado pelo seu partido.

Nas legislativas de 2011, o CDS-PP foi, pela primeira vez, o segundo partido mais votado na região, conseguindo eleger nove deputados.

As eleições antecipadas de 29 de março na Madeira acontecem na sequência do pedido de exoneração apresentado pelo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, depois de ter sido substituído na liderança do partido maioritário (PSD) por Miguel Albuquerque.

Concorrem 11 forças políticas, sendo oito partidos (PSD, CDS, JPP, BE, PND, PCTP/MRPP, PNR e MAS) e três coligações - Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e a Plataforma de Cidadãos ‘Nós Conseguimos’ (PPM/PDA).