O ex-presidente do Governo Regional e do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, anunciou esta quinta-feira que desistiu de apresentar uma candidatura às eleições presidenciais.
 

"Embora, como cidadão, continue a lutar por aquilo que acho ser o melhor para o nosso país, mormente através dos meios a que tenho acesso, decidi não protagonizar quixotismos nas eleições presidenciais, apesar de na Madeira ter reunido o volume necessário de apoios para apresentar a candidatura".



Alberto João Jardim manifestou, no entanto, o seu apoio a Marcelo Rebelo de Sousa pela "amizade e atenções" que lhe deve apesar de reconhecer de serem "opostos na consideração do sistema politico-constitucional que vem destruindo Portugal”.
 

Manifesta ainda o seu apoio à candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa pela "sua coerência com valores que sempre nortearam a sua vida", "pela sua independência pessoal e científica", pelas suas "rigorosas conceções e práticas da doutrina social cristã" e "conhecido distanciamento à política austeritária da direção do partido".


Jardim disse que decidiu não se “prestar a novas represálias institucionais” que tem sido sujeito por causa das suas “opções livres e legítimas na vida pública".

Insistiu na necessidade de uma reforma do Estado que passa por uma alteração da Constituição, criticando o que classificou de "situacionismo conservador que vem definhando Portugal".

Jardim realçou ainda que não está "alinhado com a política austeritária da direção nacional do partido [PSD]", adiantando ser "adversário declarado do controlo do país pela plutocracia financeira e pelos grandes interesses internos e externos a Portugal".

Confrontado com a hipótese de ser Presidente da República e o que faria no atual enquadramento político, respondeu: "chamava os partidos todos e tinha uma grande conversa com eles mas tinha uma grande conversa em termos patrióticos e depois ia-se ver quais eram as linhas de fratura e ia tentar que se formasse um Governo o mais alargado possível".