O dirigente centrista Pedro Mota Soares elogiou na segunda-feira a disponibilidade da UGT para acordos com o Governo PSD/CDS-PP nesta legislatura e criticou a proposta do PS de despedimento por via conciliatória, considerando que ninguém a percebe.

Numa conferência com membros das estruturas de trabalhadores sociais-democratas e democratas-cristãos, na União de Associações do Comércio e Serviços, em Lisboa, o atual ministro da Segurança Social e candidato a deputado pelo círculo do Porto considerou que "Portugal tem hoje uma dívida de gratidão para com o sindicalismo responsável" e acrescentou estar a referir-se à central sindical UGT, cita a Lusa. 

Nesta ação de pré-campanha da coligação PSD/CDS-PP para as legislativas de 4 de outubro, Mota Soares defendeu que os socialistas não merecem a confiança dos eleitores, apontando uma das medidas inseridas no programa do PS:

"Até se propõem fazer uma coisa que ainda ninguém percebeu que se chama despedimento consensual, sem sequer falarem com a concertação, sem sequer falarem com os sindicatos ou com os empregadores".


Por outro lado, alegou que os socialistas "querem acabar com todas as medidas ativas de emprego em Portugal", e contestou as propostas do PS relativas à Segurança Social e à construção civil.

"Quem é que hoje vos transmite mais confiança? Aqueles que têm a capacidade de à mesa da concertação chegar às soluções, ou aqueles que neste momento se propõem tirar 14 mil milhões de euros da Segurança Social, se propõem tirar a almofada da Segurança Social que é o fundo de estabilidade financeira para aplicar em aventuras, como por exemplo fazer mais betão e mais imobiliário"


No início do seu discurso, Mota Soares justificou a ausência do presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro nesta iniciativa referindo que Paulo Portas estava a dar uma entrevista televisiva.

"Pediu-me que fizesse o impossível: tentar substituí-lo. Isso não é possível", observou, em seguida.

Apesar de não ter discursado, Paulo Portas juntou-se mais tarde a esta ação de pré-campanha da coligação Portugal à Frente, a tempo de ouvir a intervenção do presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho