O eurodeputado socialista Francisco Assis afirmou esta quarta-feira esperar que a reunião da Comissão Nacional do PS, no sábado, decorra num ambiente "livre e leal" na discussão sobre a eventual formação de um Governo de esquerda.

Esta posição consta de um comunicado de Francisco Assis em que justifica o adiamento do encontro que juntaria na Mealhada militantes socialistas que se opõem à formação de uma "frente de esquerda", no sábado, ao almoço, por coincidir com a realização da Comissão Nacional do PS.

"Deseja-se que a reunião da Comissão Nacional decorra num ambiente favorável à livre e leal troca de pontos de vista e contraposição de opiniões. Vivemos um momento de extraordinária importância na vida do nosso partido, o que obriga a um especial cuidado na observância dos princípios fundamentais que nos norteiam", escreve o cabeça de lista socialista nas últimas eleições europeias.


No comunicado, Francisco Assis frisa que o PS, "pela sua natureza e pela sua história, é um partido profundamente livre, plural e democrático".

"Adiámos um encontro em nome do respeito por esses princípios. Pela mesma razão continuaremos a manifestar as convicções profundas que nos animam nas presentes circunstâncias históricas", salienta o ex-líder parlamentar do PS entre 1997 e 2001 e entre 2009 e 2011.


No texto, Francisco Assis deixa também o sinal de que o encontro previsto para este sábado, na Mealhada, o qual iria juntar "um conjunto alargado de militantes do PS que não se reconhecem na orientação política atualmente prosseguida pela direção do partido", poderá voltar a ser remarcado dentro em breve.

"A marcação de uma reunião extraordinária da Comissão Nacional do PS para uma data coincidente com aquela em que ocorreria o encontro inviabiliza a realização deste último. Assim sendo, procedeu-se de imediato à desconvocação de tal reunião sem prejuízo da mesma se realizar em momento ulterior. Só assim ficam devidamente acautelados os superiores interesses do PS cuja salvaguarda tem de prevalecer sobre todas as divergências que internamente nos separem", afirma o eurodeputado socialista.