O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, criticou hoje a possibilidade de "prender pessoas para investigar", considerando que a reforma da Justiça tem de olhar seriamente para este problema porque se trata da defesa de direitos fundamentais.

"Até quando, até quando se pode prender pessoas para investigar", questionou Basílio Horta, numa intervenção no encerramento da conferência "Administração Pública. Fortalecer, Simplificar, Digitalizar", organizada pelo PS, no Centro Cultura Olga Cadaval, em Sintra.


Sublinhando que se trata de "uma matéria que tem a ver com cada um de nós, porque aquilo que a gente vê nas costas dos outros é a nossa própria cara", o autarca sustentou que em causa estão direitos fundamentais.

"Não podemos ver pessoas presas sem culpa formada meses e meses e meses. Seja quem for, não é possível e a reforma da Justiça tem de olhar para isto seriamente porque é a defesa de direitos fundamentais das pessoas e o PS aí tem a raiz da sua própria fundação", disse Basílio Horta, eleito como independente nas listas do PS para presidente da Câmara de Sintra nas últimas autárquicas.


Na sua intervenção, durante a qual se referiu diversas vezes ao secretário-geral do PS, António Costa, como "senhor primeiro-ministro”, Basílio Horta defendeu ainda a necessidade dos socialistas ganharem as próximas legislativas com maioria absoluta, considerando que só assim será possível haver estabilidade.

O presidente da Câmara de Sintra deixou ainda um alerta, considerando que tudo o que for prometido e constar do programa socialista para as legislativas terá de ser cumprido, pois isso será "um facto de credibilidade que acompanhará toda a legislatura".