Paulo Azevedo não esconde que o pai Belmiro é o grande modelo na sua carreira de gestor. Mas também não esconde que ele e o pai são pessoas muito diferentes com o mais importante em comum. O sucesso da SONAE é o que os motiva.

Em 2007, quando resolveu a questão da sucessão, Belmiro de Azevedo colocou em pé de igualdade os quatro vice-presidentes. Foi uma espécie de concurso que Paulo venceu. Liderou o grupo durante oito anos, sempre com a sombra do fundador, e pai, por perto. Belmiro só deixou a presidência da SONAE no início de 2015.

Paulo Azevedo é escolhido para a presidência executiva da SONAE, juntamente com Ângelo Paupério, que também chegou a ser considerado para sucessor de Belmiro.

Paulo Azevedo nasceu no Porto, mas viveu em Inglaterra e na Suíça, nos anos destinados à escola e universidade. Tal como o pai é engenheiro químico e só nasceu para a gestão quase com 30 anos tendo feito o MBA em Portugal. Trabalhou sempre na SONAE: na indústria, na distribuição e nas tecnologias. É lá que aprende com alguns insucessos, designadamente nas tecnológicas. 

O maior aconteceu nas vésperas da tomada de posse. A OPA à Portugal Telecom esbarrou na influência do Grupo Espirito Santo.

Por regra, é um estilo tranquilo, diplomata, reservado, simpático que Paulo Azevedo cultiva. No Grupo Sonae, no meio empresarial, na vida pessoal, goza de uma imagem consensualmente positiva.

Dilui-se nos sucessos da SONAE. Vai somando lucros e abrindo caminhos na internacionalização dos negócios nas áreas dos serviços financeiros, tecnologia, telecomunicações, centros comerciais e retalho, áreas que ainda são a alma da SONAE.

A Sonae está presente em 86 países, tem mais de 40 mil colaboradores, com um volume de negócios de mil e trezentos milhões de euros.

É este o universo de Paulo Azevedo, que não se imagina a ser apontado pela revista Forbes como um dos mil homens mais ricos do mundo. Ao contrário do pai...