Qual é o seu poder?

É gestor do maior grupo industrial português, a EDP, há dez anos. A empresa é o maior investidor em Portugal e fatura mais de 14 mil milhões de euros por ano, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) português. Gere 42 mil milhões de euros em ativos.

É rico?

Sim. Está sempre na lista dos gestores mais bem pagos do país. Este ano, graças aos bons resultados que tem conseguido, até recebeu um aumento: o salário fixo subiu dos 600 para os 800 mil euros anuais. A componente variável (prémios de desempenho), também foi aumentada, e pode elevar-lhe a remuneração anual para os 2,6 milhões de euros.

Que tipo de influência?

É uma personalidade com indubitável influência empresarial e até política. Nos últimos anos foi considerado um verdadeiro “ministro da Energia”. A sua oposição ao corte das chamadas rendas excessivas no sector fez cair o secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, em 2012. Licenciado em Economia pela Universidade de Genebra, na Suíça, é considerado um dos melhores gestores do país e já foi considerado o melhor da Europa no sector energético.

A sua influência é duradoura?

Na sua carreira passou pelo BES Investimento e pela Galp, foi ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações no Governo de Pedro Santana Lopes e, nos últimos dez anos, tem estado à frente da EDP. Foi reconduzido em 2015 e vai manter-se como presidente da elétrica pelo menos até 2018.

A TVI e a TVI24 elegeram os 30 portugueses mais poderosos e divulgam a lista, nome a nome, a cada dia do mês de agosto.  

Esta eleição é da exclusiva responsabilidade da Direção de Informação da TVI e da TVI24 e será divulgada diariamente no Jornal das 8.