A economia portuguesa deve ter crescido 2,8% em volume no segundo trimestre de 2017 quando comparado com o mesmo mês de 2016, de acordo com a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE). Um crescimento que, na comparação homóloga é exatamente igual ao do ano anterior. A economia portuguesa não crescia tanto há mais de 10 anos.

"A procura externa líquida registou um contributo ligeiramente negativo" para esta variação, "refletindo uma mais acentuada desaceleração em volume das Exportações de Bens e Serviços do que das Importações de Bens e Serviços".

A procura interna manteve um contributo positivo elevado, superior ao do trimestre precedente, "em resultado da aceleração do investimento", diz ainda o INE.  

Na comparação com o trimestre anterior, o Produto Interno Bruto aumentou 0,2% em termos reais. Com o contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia a ser foi negativo.

Mais uma vez, e em contrapartida, o contributo da procura interna aumentou devido à evolução do investimento, "em que o contributo quer da Variação de Existências, quer da FBCF foram positivos, o desta última inferior ao observado no trimestre anterior".

A estimativa oficial mais recente do Governo aponta para um crescimento da economia de 1,8% este ano, depois de ter crescido 1,4% em 2016. No entanto, o ministro das Finanças já tinha admitido, em entrevista à Reuters, um crescimento superior a 3% entre abril e junho deste ano, o que resultaria num crescimento anual de mais de 2%.

De acordo com as estimativas dos analistas contactados pela Lusa, o crescimento seria de 3%. O Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP), da Universidade Católica, foi a entidade que apresentou a projeção mais optimista (de 3,3%), seguindo-se o BBVA (3%), o Montepio (2,9%) e o ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão (2,8%). 

Também na comparação com o trimestre anterior, a previsão mais optimista era a do NECEP, que apontava para um crescimento em cadeia de 0,7%, seguindo-se a do BBVA (de 0,4%) e a do Montepio e a do ISEG, de 0,3% em ambos os casos, o que corresponde a um crescimento em cadeia de 0,4% no segundo trimestre, em termos médios.