O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou esta segunda-feira que há sinais positivos na economia portuguesa, mas que estes «não podem ser tomados como garantidos», sublinhando a sua importância para o crescimento económico.

Exportações sobem 5,8% no terceiro trimestre

Números das exportações no 3º trimestre «são fantásticos»

Paulo Portas falava esta manhã no encontro empresarial Portugal-Colômbia, que decorreu em Lisboa e que contou com a participação da ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Maria Ángela Holguin.

«Temos sinais positivos do lado da economia, esses sinais ainda não podem ser tomados como garantidos, têm de ser compreendidos e defendidos», disse o governante, que destacou alguns deles durante a sua intervenção, nomeadamente os dados hoje divulgados sobre as exportações portuguesas no terceiro trimestre.

O vice-primeiro-ministro sublinhou que «são sinais importantes do ponto de vista do crescimento económico», apontando que «faltam uns dias» para se saber se Portugal saiu da recessão técnica.

«Faltam apenas uns dias depois de 1.000 dias duríssimos em recessão», salientou o governante.

«Os indicadores sobre o desemprego significam que a economia portuguesa está a criar lentamente postos de trabalho, o que contribui extraordinariamente para reduzir a fratura social que é o desemprego».

Por outro lado, «o ano do turismo, assim se mantenha até ao fim, é um dos melhores de sempre, 7,2% acima do ano passado», apontou.

Em relação aos dados da agricultura, estes «são muito bons», sublinhou ainda.

«E desmentem a tese, aliás, idiota, perdoem-me a crueldade, de que agricultura era uma coisa do passado, como se não houvesse criação de riqueza e de empreendedorismo no mundo rural e um país pudesse dispensar-se de produzir bens agrícolas», acrescenrou.

No caso da produção industrial, Paulo Portas disse que estes «ainda não têm uma consistência completa», mas melhoraram outra vez.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje que as exportações portuguesas aumentaram 5,8% e as importações subiram 3,6% no terceiro trimestre, face ao mesmo período de 2012, tendo o défice da balança comercial recuado 137,3 milhões de euros.