As coisas estão “terríveis” em Portugal. É desta forma que arranca mais um artigo de Paul Krugman no New York Times. O Nobel chama-lhe a “economia diabética” e nele arrasa com as políticas europeias.

O norte-americano está em Portugal, onde amanhã vai participar no congresso da Associação de Empresas de Distribuição.

Antes da crítica à Europa, Krugman dirige-se a Portugal. Krugman diz que as coisas por cá estão terríveis, mas “não tão terríveis como estavam há alguns anos. A mesma coisa pode ser dita da Europa como um todo. Estas são as boas notícias”, escreveu.

Seguem-se as más notícias: “Oito anos depois do que supostamente foi uma crise financeira temporária, a economia continua fraca numa tendência sem fim à vista”.

Krugman lembra que a economia europeia está agora apenas ligeiramente melhor que antes da crise financeira e perdeu terreno face à economia norte-americana. “Não há fim à vista para esta prestação inferior da Europa".

Para o Nobel da Economia, a Europa “tem uma doença crónica” com o “persistente baixo nível da despesa” a traduzir-se e, pressões deflacionistas.

Na economia “diabética” da zona euro, Paul Krugman diz que “a insulina do dinheiro barato ajuda a combater a fraqueza, mas não representa uma cura”.