"O PPE reagiu com moderação, como, de resto, eu solicitei que fizessem. Não há nenhuma razão para que o PPE tenha, sobre matérias que respeitam à soberania portuguesa, nenhuma intervenção particular. Manifestaram alguma apreensão pela forma como em Portugal o Governo aliou forças que são antieuropeias no apoio ao próprio Governo, e creio que isso esteve na origem de preocupações, não apenas aqui em Bruxelas e na Europa mas também em Portugal, mas não mais do que isso", afirmou Passos Coelho em Bruxelas.



"Eu julgo que haverá um tempo em que o novo Governo português colocará em cima da mesa as suas escolhas, quer no que respeita ao projeto europeu, quer no que respeita aos objetivos de política nacional que precisam de ser convergentes, compatíveis com as regras europeias. E nessa altura caberá aos nossos parceiros fazer essa avaliação, à Comissão Europeia fazer essa avaliação", disse.


"Deixei de ser primeiro-ministro, mas não deixei de me preocupar com o meu país e com a Europa, e portanto espero que tudo o que possa acontecer daqui para a frente esteja em linha com aquilo que tem sido ao longo dos anos o interesse da grande maioria dos portugueses em permanecer com os dois pés bem dentro do projeto europeu", concluiu.