O primeiro-ministro e líder do PSD, Pedro Passos Coelho, sublinhou esta quinta-feira a importância da estabilidade política, considerando que seria «um disparate muito grande» não fazer tudo para continuar a garantir esse valor.

«No passado creio que foi essencial para concluir o programa de assistência económica e financeira ter sabido manter a estabilidade política e social. Se o conseguimos fazer num quadro tão exigente como aquele que já deixámos para trás, seriamos bem tolos se desprezássemos o valor dessa estabilidade e dessa confiança para futuro», afirmou Pedro Passos Coelho, na primeira sessão das jornadas conjuntas do PSD e do CDS-PP sobre investimento.

Falando imediatamente a seguir ao líder do CDS-PP, Passos Coelho ressalvou, contudo, que apesar de muita da estabilidade que se deseja para o futuro não estar inteiramente nas mãos de cada um, seria «um disparate muito grande» não fazer tudo o que está «às mãos de semear para garantir essas condições».

«Se fomos capazes até hoje de responder afirmativamente a todos os portugueses, mostrando-nos capazes de preservar essas condições elementares (…) só depende de nós agora mostrar aos portugueses que esse trabalho é um trabalho que tem de ter continuidade, que essa estabilidade não sendo um fim em si mesma é um meio indispensável para que melhores resultados e mais prosperidade possa acontecer nos anos mais próximos», acrescentou, reconhecendo que PSD e CDS-PP, que estão coligados no Governo desde 2011, «têm uma responsabilidade muito grande nos tempos que estão para vir».

Com uma sala cheia, com muitos deputados e dirigentes dos dois partidos, além de ministros como Jorge Moreira da Silva e Pedro Mota Soares e do ex-ministro Miguel Macedo, Passos Coelho apontou 2015 como um ano que encerra «muitas incertezas e muitos desafios», mas deixou antever algum otimismo.

«Se já passámos por um período em que nos assustámos o suficiente com o que nos podia acontecer, hoje estamos em condições de nos deixarmos entusiasmar o suficiente para que a mudança que o nosso país tem vindo a fazer possa prosseguir», frisou.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro e líder social-democrata deixou ainda críticas implícitas aos seus principais opositores, defende que não se pode ficar parado no tempo e que há que ter humildade para aprender com o que foi feito, porque «aqueles que não aprendem com a história estão condenados a repetir os mesmos erros».

O tema do investimento foi outro dos temas destacados por Passos Coelho, que lembrou que o atual Governo não passou os últimos anos apenas fazer a «faxina» e a resolver o que era mais emergente, tendo lançado «sementes para o futuro».

Apresentando alguns dos resultados conseguidos, como a retoma do investimento, Passos Coelho contrapôs a atitude dos que passam a vida a falar «daquilo que toda a gente quer, mas não sabem como lá chegar», daqueles que "às vezes falando menos nisso investem todos os dias para tornar esse objetivo realidade".

«É a diferença que vai entre a responsabilidade e a confiança e a irresponsabilidade e o resgate», sustentou.