Um jovem palestino morreu, esta terça-feira, ao ser atingido por disparos efetuados pelas forças de segurança de Israel durante confrontos no campo de refugiados de Al Arrub, no norte da cidade de Hebron, na Cisjordânia.

 A vítima foi identificada como Muhamad Imad Jawabre, de 21 anos, conforme disse à agência EFE o porta-voz do comité popular do campo de refugiados, Ali Jawabre. Fontes do hospital Al Mizan, para onde o jovem foi levado, afirmaram que Jawabre levou um tiro no peito e chegou ao local em estado grave.

Uma porta-voz do exército israelita afirmou, também à EFE, que cerca de 200 palestinianos, que utilizaram armas caseiras, protagonizaram violentos confrontos no campo de refugiados. «As nossas forças responderam e confirmaram ter atingido um dos participantes», esclareceu.

Os confrontos continuavam ao início da tarde em Hebron, onde há uma forte presença do exército israelita. Uma das missões das tropas judaicas é proteger as centenas de colonos israelitas que residem entre uma população maioritariamente palestiniana.

Os violentos confrontos ocorrem no dia em que os palestinianos lembram o 10º aniversário da morte de histórico dirigente Yasser Arafat.

Esta terça-feira de madrugada foi detido em Hebron, Yamil al Ishlomun, o irmão de Maher al Ishlomun, o suposto autor do ataque com faca cometido na segunda-feira perto de uma colónia judaica na Cisjordânia que vitimou mortalmente uma mulher israelita e causou ferimentos noutras duas pessoas. O suposto agressor foi internado num hospital de Jerusalém depois de ser baleado por um segurança.

No campo de Al Askar, vizinho de Nablus, foram detidos o pai e o irmão de um palestiniano que atacou um soldado israelita, na segunda-feira, em Telaviv. O militar morreu após ser esfaqueado.

Fontes locais citadas pela EFE afirmam que tropas israelitas dispararam fogo real, gás lacrimogêneo e balas de aço cobertas de borracha perto de um colégio em Beit Furik, ferindo dois adolescentes de 16 anos.

No último mês, cinco israelitas e uma cidadã equatoriana morreram em quatro ataques cometidos por palestinianos, dois supostos atropelamentos premeditados e dois esfaqueamentos.