Constança Cunha e Sá sublinha que a falta de resposta e de iniciativa do PS em relação à mensagem da coligação que os socialistas parecem não conseguir desfazer está a dar uma “vitória surpreendente” à coligação nas sondagens diárias da Intercampus para a TVI/TSF.

Na 21ª Hora, a comentadora da TVI24 nota que, nesta primeira semana de campanha, em que o tema foi a Segurança Social, o PS conseguiu “enrodilhar-se”.

“O PS esquece-se que este Governo só não cortou pensões de 600 euros e de sobrevivência e não aplicou a taxa de sustentabilidade porque o Tribunal Constitucional chumbou as medidas. É muito estranho agora ouvir Paulo Portas e Passo Coelho sair em defesa dos reformados, a dizer que não vão cortar reformas”


Constança Cunha e Sá argumenta que estes resultados nas sondagens podem querer dizer que a oposição não se apresenta como alternativa à coligação, mas sim como uma alternância.

“A diferença pode estar entre os que não querem a coligação e os que não querem nada, nenhum dos partidos no poder. Tenho algum receio da abstenção”


A comentadora criticou também esta que foi a “sexta ou sétima vez que o Governo anunciou a devolução da sobretaxa”. E alerta que olhando para os dados do défice, significa que “deve haver um descontrolo muito grande na despesa”.

Também a marcar a semana, a reação de Passos Coelho ao adiamento da venda do Novo Banco, congratulando-se por amealhar mais juros. Constança Cunha e Sá lembra que os contribuintes não ganham nada com esses juros e a principal dúvida permanece: quando e por quanto vai ser vendido o Novo Banco?