Marcelo Rebelo de Sousa defende um «acordo de regime» na privatização da TAP, apelando a um entendimento entre a maioria PSD-CDS e o Partido Socialista.
 

«Não é possível começar a privatização com um Governo e acabá-la com outro. Nem é possível este Governo não dizer nada àquele que pode ser um futuro Governo. O melhor é acordar o que há a acordar com o PS. E, havendo privatização, que seja em termos que sejam compreendidos pelos portugueses».

 
No Jornal das 8 da TVI, o comentador disse ter ainda «esperança» de que a greve prevista para o período entre o Natal e o Ano Novo seja desconvocada, considerando que esta não seria «eficaz» neste período, por aumentar a «impopularidade» dos sindicatos.
 
Sobre a requisição civil, Marcelo apontou que foi uma «ameaça» do Governo e que a lei já não torna possível que esta seja tomada só depois de não cumpridos os serviços mínimos: «O Governo pôde intervir porque a TAP é uma empresa pública. Não deixa de ser uma ironia que um Governo que defende a não intervenção, aqui intervém».
 
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que «é muito importante que o Governo defina rapidamente o modelo de privatização» da TAP, criticando o processo por não estar a ser «linear, claro nem explicado».
 
O comentador compreende que a opinião pública esteja agora mais contra a privatização porque já mutas empresas públicas passaram para as mãos de privados.
 

«O que nos resta? Tirando a Torre de Belém, os Jerónimos e alguns monumentos, e mesmo esses qualquer dia põe-se lá cartazes chineses ou árabes… Praticamente vendemos tudo».