Nuno Melo saudou o chumbo da lei da coadoção de crianças por casais homossexuais no Parlamento, defendendo a criação de uma figura jurídica alternativa que protegesse as famílias.



«Dois pais e duas mães são coisa que não existe, o que não significa que esta realidade não mereça uma tutela jurídica. Viver numa ficção é que não faz sentido», afirmou Nuno Melo, que destacou que a sua oposição «é uma questão de terminologia, mas com um significado»: «Um pai é um pai e uma mãe é uma mãe. A natureza mostra mostra isso.»

O democrata-cristão prefere uma solução com «um pai e um tutor ou uma mãe e uma tutora, ou qualquer outra figura jurídica», para que, na falta de um dos elementos do casal, «o outro tivesse a tutela para que não se quebrasse a harmonia familiar».

«Uma criança que vai ser adotada tem o direito a que o Estado lhe assegure que vai ser adotada ou por pessoas de sexo diferente ou por uma», concluiu.

Já João Semedo contrapôs que, se o CDS defendia esta solução, a podia ter proposto no Parlamento e acusou o partido de Nuno Melo de querer «formatar o casamento e a adoção de acordo com os seus critérios».

«O CDS não votou a favor do superior interesse da criança, mas do superior interesse do partido. Votou por conta do PSD e hoje é um partido por conta do PSD», disse.

No entanto, o bloquista avisou: «Esta é uma causa perdida para a direita. O preconceito e o conservadorismo são uma questão de tempo. Cinco votos n resistirão à prova do tempo».