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«Somatório de circunstâncias torna cada vez mais difícil resistência ao FMI»

Marcelo Rebelo de Sousa alerta Cavaco e Sócrates para o perigo de desentendimentos e critica Passos Coelho por ter dito que o Governo se devia demitir se o FMI vier

Por: Redacção / MM    |   2011-01-10 02:38

Marcelo Rebelo de Sousa, comentador da TVI, sublinha que é contra a vinda do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas considera que esse cenário já esteve mais longe. «Devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance [para evitar vinda do FMI]. Devo reconhecer que o somatório de circunstâncias torna cada vez mais difícil essa resistência», disse o comentador, no comentário habitual do «Jornal Nacional».

«Há que pensar um bocadinho, nomeadamente o Governo, além do próprio Cavaco Silva, mas sobretudo o Governo, se faz sentido criar atritos psicológicos. Porque nos meses seguintes, quem vai estar Presidente é Cavaco Silva e quem vai estar Primeiro-ministro é José Sócrates. E eles têm que se entender. Vai passar por eles o evitar o Fundo ou vir o Fundo e em que termos é que vem o Fundo», alertou.

As declarações de Pedro Passos Coelho sobre uma possível demissão do Governo, no caso da vinda do FMI, também mereceram nota do Professor. «Acho muito insensato do líder da Oposição, que basta estar quietinho e esperar adequadamente, porque é óbvia alternativa a José Sócrates», considerou.

Cavaco e o BPN

Sobre o caso BPN, que cominou a pré-campanha eleitoral, Marcelo Rebelo de Sousa considera que Cavaco Silva não beneficiou de qualquer «favor político» na compra e venda de acções do banco. «Mesmo que se entenda que houve um favor na compra que não houve na venda, não há favor político que se possa provar», sublinhou.

«Vendo com muita frieza, acho que esse caso, por si, não tem a gravidade que o debate político inflamado, próprio das campanhas eleitorais, lhe emprestou», resumiu.

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EM BAIXO: Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa

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