Ainda não há acordo, o FMI quer mais cortes nas pensões e a Grécia rejeita. Diogo Feio, do CDS-PP, lembrou no programa "Cara a Cara", na TVI24, que a média das pensões helénicas é o dobro dos valores praticados em Portugal e que a solidariedade não deve vir só da Europa, mas também dos gregos. O deputado comunista António Filipe contrapôs com ironia: "Até parece que os gregos andam a viver à grande".

"A Grécia tem um PIB equivalente ao PIB português, está muito próximo do nosso. Sucede que a média das pensões na Grécia é o dobro da média das pensões em portugal. A proposta pensada pelo syriza para salário mínimo é na ordem dos 700€", começou por dizer Diogo Feio, no debate moderado por Paulo Magalhães.
"O que sucede é que estamos sentados à mesa com os senhores do Syriza e, por exemplo, o ministro das finanças da Eslováquia, que tem de chegar ao seu eleitorado e dizer 'atenção, aqui as pensões não são altas para serem na Grécia muito altas. A solidariedade é um objetivo que tem de ser da parte da UE mas da parte da Grécia também"

António Filipe classificou estas declarações como uma "demagogia inaceitável" e repetiu várias vezes uma ironia:
"Quer dizer que os gregos andam a viver à grande. Os pensionistas gregos andam a viver à grande. Os gregos? Com uma tragédia humanitária às costas?"

Diogo Feio contrapôs que utiliza o termo "tragédia humanitária" com alguma "cautela", ainda para mais com o que se vê todos os dias por esse mundo fora.

E se os gregos estão numa situação difícil, reconheceu, "também os outros", que têm "imensa dificuldade em chegar aos seus países e explicarem que temos de apertar ainda mais o cinto porque há outros que não aceitam isso".